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  • Jessica Santos

Vamos aprender com a Finlândia (para variar)

Uma reportagem especial da CNN mostra que o país nórdico, que lidera os rankings de educação no mundo, se tornou referência também no combate à desinformação.


Em 2014, os finlandeses já ensinavam em sala de aula sobre os riscos da deepfake e as ameaças da Rússia e seu exército de trolls. A iniciativa é apenas uma parte da abordagem multissetorial e intersetorial que o país está adotando para preparar cidadãos de todas as idades para o complexo cenário digital que vivemos.


“O que queremos que nossos alunos façam é ... antes que eles gostem ou compartilhem as mídias sociais que pensam duas vezes - quem escreveu isso? Onde foi publicado? Posso encontrar a mesma informação de outra fonte?, diz Kari Kivinen, diretor da Helsinki French-Finnish Schoola e ex-secretário-geral das Escolas Europeias.


O pequeno e gelado país está sempre no topo de quase todos os índices - felicidade, liberdade de imprensa, igualdade de gênero, justiça social, transparência e educação - o que dificulta que atores externos encontrem fissuras na sociedade.


A Finlândia também tem uma longa tradição de leitura - seus 5,5 milhões de habitantes emprestam perto de 68 milhões de livros em bibliotecas. Não é à toda que o país detém a maior pontuação do PISA para desempenho de leitura na União Europeia.


Educação contra a desinformação


O governo da Finlândia considera o forte sistema de educação pública como uma ferramenta importantíssima para resistir à guerra de informação. Estudos apontam uma forte relação entre o nível de educação e disposição para notícias falsas. Provavelmente mais conhecimentos e habilidades de pensamento crítico funcionam como uma espécie de vacina contra o problema. Mas há também um mecanismo psicológico nesse trabalho. Um estudo realizado por cientistas holandeses sobre teorias da conspiração mostra que as pessoas mais educadas se sentem mais no controle de suas vidas, não acreditam muito em soluções fáceis e têm mais habilidades analíticas.